Dragão Colunista | Veja como foi o Rock in Rio



No ultimo domingo, 24/09, se encerrou a edição 2017 do Rock in Rio, um dos maiores festivais de música do mundo.

O primeiro Rock in Rio ocorreu em 1985 com a ideia de reunir grandes nomes do rock and roll, como AC/DC, Iron Maiden, Ozzy Osbourne e Queen, em shows memoráveis na cidade do Rio de Janeiro, como o próprio nome sugere.

Com o passar do tempo, o festival se expandiu abrangendo mais estilos musicais, pop principalmente, e tendo edições também fora do Brasil, nas cidades de Lisboa, Madrid e Las Vegas.
Esse ano os destaques do primeiro fim de semana, destinado à estilos musicais alternativos, foram Justin Timberlake e Maroon 5, que tocou dois dias seguidos por substituir a cantora Lady Gaga que cancelou sua apresentação por motivos de saúde.

No segundo fim de semana, o rock apareceu e grandes nomes da música como Gun’s and Roses, Aerosmith, Bon Jovi e Offspring se apresentaram para o público. O destaque fica por conta da banda britânica The Who, uma das bandas mais importantes do rock de todos os tempos e que fez sua primeira turnê no Brasil, e do Red Hot Chili Peppers, banda responsável pelo maior público da história do festival quando levou cerca de 250.000 ao encerramento da edição de 2001 e que se apresentou pela terceira vez no Rock in Rio.

A banda brasileira Capital Inicial abriu os shows no Palco Mundo, o principal, no dia de encerramento do evento. Com um repertório recheado de hits e a energia de sempre do vocalista Dinho Ouro Preto, a banda agitou o público e fez todo mundo cantar junto.

A próxima banda a se apresentar foi o Offspring, banda de punk rock americana com mais de 20 anos em atividade, 9 albuns de estúdio e hits marcantes para os fãs de rock dos anos 90/2000. A banda fez um show agitado e preciso com um setlist que pode ser considerado um “Greatest Hits” da banda, contando com musicas como “Why Don’t You Get a Job”, “Americana”, “Pretty Fly (For a White Guy)”, “The Kids Aren’t Alright” e “Self Esteem”, encerraram a apresentação de forma poderosa para o delírio dos fãs, que só lamentaram o baixo volume do áudio para um público tão grande, prejudicando quem fica mais pra trás.

Encerrando a noite e o festival, o tão esperado show do Red Hot Chili Peppers, banda da California, formada em 1983, que mistura elementos de rock, funk, punk e rock psicodélico e que é conhecida por suas apresentações intensas, agitadas e de altíssima qualidade musical.

A banda tambem tem como característica uma divisão precisa de protagonismo entre seus quatro integrantes: Anthony Kiedis (Vocal), Flea (Baixo), Chad Smith (Bateria) e Josh Klinghoffer (Guitarra). O show enérgico foi composto por grandes sucessos, como “Can’t Stop”, “Snow (Hey Oh)”, “Californication”, “Under the Bridge”, “By the Way” e “Give it Away”, jams improvisadas ja características dos shows da banda, músicas mais antigas que mostram as raízes e levam os fãs mais fervorosos ao delírio, como “Sir Psycho Sexy”, “Power of Equality” e “They’re Red Hot” (cover de Robert Johnson), todas presentes no album “Blood Sugar Sex Magik” de 1991, e os destaques dos albuns mais recentes, como “Did I Let You Know” do album “I’m with you” (2011) e “Dark Necessities”, “Go Robot” e “Goodbye Angels” do “The Getaway” de 2016. O show ainda contou com um ótimo cover de “I Wanna Be Your Dog” dos Stooges, emendado com a frenética “Right on Time” do ótimo álbum “Californication” (1999) em uma interpretação de deixar qualquer um arrepiado.

O show, assim como o disco do ano passado, estão consagrando o guitarrista Josh Klinghoffer que ao assumir as guitarras da banda substituindo o lendário John Frusciante, foi muito questionado por não ter a mesma qualidade que seu antecessor. É possível enxergar uma clara evolução do músico que se mostra muito mais confortável e seguro fazendo com que o som da guitarra volte a ser tão marcante na banda após um album (“I’m WIth You), e shows com guitarras discretas e sendo conduzidos majoritariamente por Flea e Chad Smith com suas mãos pesadas. O show foi intenso do começo ao fim, com intervalos curtos, quando existentes, entre as músicas, deixando a desejar apenas na duração. Cerca de uma hora e meia é tempo insuficiente para a quantidade de sucessos que a banda tem, mas é como a banda tem feito  em seus últimos shows, afim de preservar a qualidade das músicas levando em consideração a idade já mais avançada da banda. Com exceção de Josh, 37 anos, Kiedis, Flea e Chad ja passaram dos 50.

Ano que vem o festival segue seu revezamento de cidade e ocorrerá em Lisboa, retornando ao Rio de Janeiro em 2019 para sua oitava edição no Brasil (1985, 1991, 2001, 2011, 2013, 2017).