The orville é cliche de série espacial com humor esdruchulo



The Orville é a nova série criada por ninguém menos que Seth MacFarlene, criador de “Familia da Pesada”.

A série se passa no século 24 e mostra a história de Ed Grayson, interpretado pelo próprio Seth MacFarlane, que acaba de enfrentar um divórcio, ganha o posto de capitão e passa a comandar a nave de exploração Orville, vendo neste trabalho a chance de recomeçar sua vida.

O capitão começa a montar uma equipe tão bem preparada quanto excêntrica, e é aí que descobre que, não só bastando ser uma das tripulantes, mas também a sua interina, é nada mais nada menos que sua ex-esposa Kelly Grayson (Adrianne Palicki).

Vendo quem está envolvido com a série e o assunto abordado, é claro que “The Orville” vem com um potencial enorme e muitas expectativas para o publico. Além do criador ter uma legião de fãs, um dos produtores é Jon Fravreau, diretor dos dois primeiros filmes do “Homem de Ferro”, que também tem muitos seguidores. O fato da série ser praticamente uma paródia de “Star Trek” também é um fator que irá atrair muitas pessoas para ver a série.

O primeiro episódio da série foi ao ar no dia 10 de setembro nas terrinhas do tio Sam e venho trazer uma humilde opinião sobre o piloto desta aguardada série:

Vemos logo de inicio que a série vai tentar fazer piada a todo momento, isso só o tempo vai nos dizer se pode ser muito bom ou muito ruim, mas neste primeiro episódio o timing do humor criado pelo roteiro funciona muito bem.

O piloto consegue fazer muito bem a interação dos personagens dentro de suas capacidades, trazendo assim uma boa impressão para que no futuro da série o público fique cativado por cada um dos personagens. sendo o principal o mais carismático, a ex-esposa a mais inteligente, e o melhor amigo piloto um  verdadeiro maluco, cada um figurando como um esteriótipo que que são a marca das criações de MacFarlene.

Conseguimos identificar também com esse piloto que a série vai ter o clássico formato antológico, formato em que cada episódio figura como uma aventura independente, dentro dos 40 minutos de duração.

Os designs das naves estão muito nostálgicos para quem curte o tema. Os planetas, as raças, tudo que formava a atmosfera de séries como “Star Trek” ou “Battlestar Galática”, está  inserido de maneira sutil neste piloto. Tudo isso com efeitos digitais que não são de se jogar fora para uma série de orçamento médio da Fox.

Vamos aguardar a primeira temporada acabar para concluirmos se é um exito de MacFarlene e Fravreau ou não. Mas tudo que vimos no piloto, é para fazer crer que a série está com os pés no chão e bem divertida.

 

*A série não tem data de lançamento no Brasil.