Em Pieles, somos introduzidos a um mundo quase real, um gigante drama individual que faz você sentir; Pelas deformidades das personagens que são apresentadas, sentir pena pelas situações que elas passam, por algo que elas mesmo não escolheram, sentir empatia pelo sentimento de cada uma delas.

O filme consegue te imergir nesse mundo alternativo que mostra os problemas com que essas pessoas passam por possuírem deformidades e o mais importante, a busca pela aceitação.

O roteiro carrega várias histórias que conquistam o seu interesse e te atingem bem no coração, você se sente mal e torce para que essas pessoas tenham uma forma mais digna de vida, mas na realidade eles não têm o respeito de ninguém.

O longa espanhol demonstra isso muito bem, como cada um não consegue adentrar num âmbito social aceitável, e acabamos vendo cada um dos personagens vivendo seu próprio mundinho, e tendo desfechos diferentes, o que acrescenta para o filme.

Dentro de um segmento estranho, as histórias fazem com que você reflita algumas situações, principalmente de respeito com o próximo, e do valor de cada pessoa, mostra que todo mundo, independente da aparência temos medos e anseios como qualquer um.

É apresentada uma estética lilás na maioria do filme, que te faz pensar em algo como a ‘Teoria das cores’ está presente neste conto, porém a cor se resume para um plot twist no final(pelo que me parece as cores do filme são puxadas daquela forma para dar um ar de um mundo diferente mesmo).

Pieles é um filme que choca, acaba caindo para um terceiro ato arrastado, mas te puxa novamente nos finais, com certeza um filme que irá te marcar.