Sessão Netflix | Séries: Good Witch, o que achamos?



The Good Witch – a Série

Depois de 8 filmes lançados, as produtoras Craig Pryce e Sue Tenney fizeram a série, para a produtora Hallmark.

Água com açúcar, gostosa de ver,  “The Good Witch” é um convite ao relaxamento, sem grandes pretensões. Mas, é capaz de prender a atenção enquanto temática.

O tema requer um mergulhar em talentos sobrenaturais, comuns em pessoas com alta sensibilidade. O nome já descreve uma incongruência desse talento, muitas vezes atribuído a feitiçarias ruins. É interessante, quando pessoas desenvolvem o dom de prever futuro, e antecipam acontecimentos, ao se valer de sua intuição para descobrir coisas escondidas, em torno da vida. Elas revelam uma capacidade assustadora.

A protagonista da série Cassandra Nightingale (Catherine Bell), tem alguns dons de ver e pressentir coisas dos indivíduos ao seu redor. E se utiliza dele, para dar segurança a sua família. Ela deseja que todo mundo seja feliz e faz sua magia para isso acontecer.

Nos feitiços aparecem contradições onde as pessoas tomam resoluções, sobre um prima de uma situação cotidiana. E a história gira em torno dessas maldades cotidianas, que as pessoas comentem. Cassy é uma buscadora de luz e se torna uma referência para os que convivem em seu mundo.

Sua filha, Grace (Bailee Madison), uma inteligente e meiga menina de 15 anos, herdou seus poderes. Mas, terá que viver uma senda pessoal para acreditar no talento semelhante ao da mãe e das mulheres da família. Nesse ponto a história é interessante. Poucas pessoas acreditam que tenham essa capacidade e utilizam em favor de uma comunidade ou de pessoas que convivem.

Falando desse talento, a intuição aguçada, serve para negócios, para fazer a vida andar nos trilhos e para sustentar o crescimento de uma comunidade ou família. Ela é uma capacidade de sintetizar elementos da realidade, que aparecem através de sinais, decodificados em imagens. Nela, há um caminho para ser escolhido, na proteção de membros da comunidade ou de si próprio. Normalmente, todos os seres podem desenvolver essa aptidão. Mas, poucas pessoas dão atenção a essa força psíquica.

Quem fica cego ou tem membros paralisados acaba desenvolvendo esse tipo de capacidade, porque passa mais tempo na observação de si mesmo, ou dos outros.

A luta da adolescente Grace para ficar longe desses padrões, revela o quanto essa capacidade é mal interpretada na sociedade. E, só depois de muitas quedas, as pessoas se dão conta, de que fogem de uma aptidão ancestral que vem da família e pode trazer conquistas interessantes no cotidiano, como uma habilidade de saber o que vai acontecer.

O que a história de “The Good Witch” revela, são episódios engraçados e comoventes, que exploram essa contradição humana. O talento intuitivo indesejado, contra o mundo racional de observações empíricas.

Não podia deixar de ter nesse drama, o médico Sam Redford (James Denton), para que o confronto dessas forças viessem à tona. Ele, em suas concepções de vida acadêmicas começa a tomar contato com a prática milenar das curas por ervas e plantas. E o confronto de mundos e visões é inevitável. Por isso, sua história com Cassy só se resolve no último capítulo. Parte desse conflito, vivemos no dia a dia, o novo versus o velho, conhecimentos antigos são deixados de lado para que os novos sejam introduzidos. O cotidiano revelador e a vivência através de padrões fazem parte dos momentos desses dois personagens.

Seu filho Nick (Rhys Matthew Bond), aprontou na cidade onde moravam, por isso Sam resolveu mudar-se para uma cidade interiorana e pequena como Middleton. Todo adolescente em sua saga pessoal precisa manter distância dos pais para saber quem é, e se experimentar na vida. Ele conta com a ajuda da filha Cassy, que se envolve com outro paquera, quando se sente deixada de lado. E os conflitos amorosos são um bom pretexto para o desenrolar desse talento intuitivo que a novela recorta para fazer suas interpretações.

Outros personagens seguem nessa trajetória, como a prefeita Martha Tinsdale (Catherine Disher) e Stephanie Borden (Kylee Evans), dona do bistrô que a cidade inteira frequenta e amiga de Cassie, aprendendo com ela seus momentos de inspiração.

A cidade então, passa a se organizar em torno dos acontecimentos, com a mão de Cassy nos eventos, para que tudo aconteça a contento. É nessa hora que a as revelações são executadas para que cada personagem, em sua senda pessoal, tenha algum tipo de conflito resolvido.

Água com açúcar envolvente e encantador, a série produz uma referência de bom entretenimento, trazendo a saga de mulheres que enfrentam o mundo racional, com a intuição feminina e o poder revelador de artes milenares.

 

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