Sessão Netflix | Crítica de Perdidos no Espaço



Começo com um aviso: se você não gosta de finais abertos, não se arrisque assistindo a Perdidos no Espaço. Ou arrisque-se, mas por sua própria conta e risco. (Acabei de criar uma pontinha de curiosidade, não? Imagine-me rindo sarcasticamente agora). A Terra chegou aos seus tempos finais. Aparentemente um meteoro causou uma destruição em massa, tornando o ar irrespirável. Mas os cientistas norte-americanos acharam a solução: uma colônia no espaço, para onde apenas os melhores podem ir.

Todos os interessados passaram por testes rigorosos e os mais qualificados foram selecionados para a tão grande e esperada mudança. Alguns grupos chegaram são e salvos à colônia, mas não a querida família Robinson, formada por três filhos e um casal em processo de separação.

Maureen, a mãe, é engenheira espacial; John, o pai, é um ex-fuzileiro naval, cuja profissão causou todo o estresse familiar com o qual a família terá que lidar ao mesmo tempo que tenta sobreviver em um planeta hostil; Judy é a filha mais velha, médica com apenas 18 anos de idade; Penny, a filha do meio; e finalmente, Will, o mais novo.

No meio da viagem, uma invasão aconteceu e muitos foram mortos por um robô extremamente poderoso. Portanto, as naves familiares foram soltas da Resolute e fizeram pouso forçado em um planeta desconhecido. Mais algumas dezenas morreram em acidentes espalhados pelo território desconhecido. A família Robinson quase entrou para a lista de cadáveres, mas o pequeno Will indiretamente salvou a todos.

Pasme, o planeta não era desabitado. Várias formas de vida puderam ser encontradas, fazendo brilhar os olhos dos biólogos ali presentes, variando de flores que se abrem conforme o som e insetos um tanto quanto diferentes dos terrestres a predadores gigantes e o tão temido voador que ocupa o topo da cadeia alimentar do planeta que nunca foi nomeado. Perigo.

Conforme os dias foram passando, os praticamente refugiados encontraram-se e puderam juntar suas mentes brilhantes para descobrir como voltar com as naves para a principal Resolute. Claro, nem todos são anjos apenas por serem inteligentes. Há sempre aquela pessoa que nos dá ódio da primeira frase até a última, e é sempre essa personagem que estraga tudo. Mais perigo.

Raiva e angústia são dois sentimentos permanentemente florescidos dentro dos peitos dos telespectadores da série. Algumas lágrimas quererão cair.

Apesar do final aberto, a série é boa e o universo científico criado por Matt Sazama e Burk Sharpless é perfeito para ser melhor explorado. Há uma expectativa pela segunda temporada e melhor seria se tivesse um final fechado.