Review - Tekken 7



Não é preciso ser fã de luta para saber o tamanho da importância que a franquia Tekken exerce no universo dos videogames.

Lançado mundialmente no dia 2 de junho deste mesmo ano, com produção assinada pela Bandai Namco Studios, Tekken 7 traz o melhor de dois mundos, combinando modo história, mecânicas de jogo e gráficos surreais, com uma storyline toda focada no já conhecido drama da família Mishima e um catálogo recheado de lutadores já famosos dos outros jogos da franquia, Tekken 7 consegue inovar mais uma vez ao mesmo tempo em que nos enche de nostalgia e adrenalina – marcas recorrentes em todos os títulos da saga.

Trazendo o mote “Todas as Lutas São Pessoais”, em Tekken 7 somos presenteados com um modo história que, apesar de curto (é possível zerar em um período de três a quatro horas), é eletrizante do começo ao fim. Nele, acompanhamos uma trama completamente focada na rixa entre Heihashi Mishima e seus familiares, e todos os desdobramentos que partem à partir daí. Dividido em 3 capítulos e contando com um mix de grandes batalhas misturadas com momentos de hack n’slash, a história é toda contada pela ótica de um jornalista, o que nos permite ter uma visão diferente da trama, além de contar com uma série de momentos de flashback que retomam eventos anteriores da saga, fazendo com que seja possível para qualquer jogador de primeira viagem, ter o mesmo nível de compreensão que jogadores mais veteranos.

Por outro lado, se o modo história nos brinda com uma série de cutscenes eletrizantes e uma storyline de tirar o fôlego, por outro lado ele decepciona, já que ao colocar a família Mishima como foco total do enredo, todos os outros grandes personagens acabam sendo deixados de lado e são pouco aproveitados ao longo do game.

Além disso, suas missões são bem repetitivas e as grandes batalhas muito escassas, o que de fato não colabora para que esta experiência seja tão memorável quanto antecessores como Tekken 3 e 4.

Se você é do tipo gamer que prefere jogar por conta própria, saiba que infelizmente os recursos offline e single player de Tekken 7 são escassos e enjoam rápido. Além do modo história e do arcade, que não traz inovação nenhuma e nem interações e cutscenes entre as personagens, temos também o modo de “Batalha por tesouros”, em que é possível lutar em troca de caixas de moeda, que podem ser utilizadas para customizar seus lutadores favoritos e deixá-los com a sua cara – recurso muito legal, mas que acaba limitando muito a experiência de quem prefere jogar por conta própria.

Agora se você for do tipo que curte uma competição e gosta de se exibir, Tekken 7 é o jogo certo pra você. O modo online traz os já conhecidos recursos (um pouco aprimorados nesta sequência) dos Rage Arts, Rage Drives e Power Crushes, introduzidos anteriormente no Tekken 6, além de pequenas interações entre lutadores, ao batalharem com adversários específicos. Além disso, o já citado modo de customização, veio como um dos pontos fortes de Tekken 7 – Contando com centenas de opções de personalização de personagens, de roupas a penteados e acessórios exclusivos, Tekken 7 permite que você compre estes itens com dinheiro de verdade ou na troca das moedas que você obtém no modo “Batalha Por Tesouros”, e organize-os em um guarda roupas exclusivo para cada lutador, montando uma série de visuais que podem ser trocados e garantindo que a experiência online seja única, já que as possibilidades de personalização são variadas e quase nunca se encontra um lutador igual ao outro.

Os gráficos de Tekken 7 também são outro ponto forte e são de longe os melhores da franquia. Com texturas muito bem produzidas e personagens bem detalhados, o jogo funciona com uma boa taxa de frames (especialmente quando jogado em PCs de alto desempenho e consoles de alta potência como o PlayStation 4 Pro), e ótima suavização de bordas. Os efeitos visuais também são lindos e os cenários extremamente bem desenhados.

Por fim, comentamos a trilha sonora que segue a mesma tendência instaurada em títulos anteriores, ao misturar elementos de musica épica com sons industriais e eletrônicos, contribuindo de forma única com a tensão da jogabilidade e mantendo o alto padrão dramático da saga.

Veredicto:

 

Inovador em muitos aspectos, mas nos enchendo de muito “mais do mesmo”, Tekken 7 não é o jogo feito para agradar a gregos e troianos, mas com certeza fará a alegria dos fãs de longa data.

Os novos recursos empolgam pouco, e a jogabilidade tanto do modo arcade quanto do modo história deixam muito a desejar. Por outro lado, conta com uma storyline de tirar o folego e que faz valer a pena cada minuto jogado. Se você é fã do clã Mishima e não via a hora dos próximos capítulos da novela, este jogo foi feito pra você.