Review - Resident Evil 7



Um dos títulos mais antecipados do ano, Resident Evil 7 chegou com a promessa de resgatar a franquia do fracasso marcado por games como Resident Evil 5 e 6 e resgatar os principais elementos que a tornaram na maior franquia de jogos de Survival Horror de todos os tempos. Características essas que com o tempo, foram sendo perdidas e deixadas de lado – o terror e a sobrevivência.

Lançado mundialmente no dia 24 de Janeiro, com produção assinada pela gigantesca Capcom, Resident Evil 7 é de longe o jogo mais inovador e ao mesmo tempo nostálgico da saga.

Criado para transportar os jogadores aos primórdios da saga, em que saber administrar bem os recursos, ter boa memória para memorizar locais e um bom raciocínio lógico para resolver puzzles eram fundamentais para sobreviver e chegar ao final do jogo, saiba que os elementos de ação e FPS foram deixados de lado, e que de novo, ter um bom domínio dessas 3 habilidades é essencial afim de conseguir prosseguir no jogo.

Em Resident Evil 7 somos colocados na pele de um personagem novo, Ethan Winters, que parte em uma busca pela sua esposa desaparecida, em meio ao interior da Louisiana, nos Estados Unidos.

Ao chegar no local, ele acaba se deparando com uma estranha família que vive isolada em sua pequena propriedade rural. No entanto, loucura e terror começam a tomar conta da sua vida, à partir do momento em que ele se vê preso no habitat daqueles verdadeiros monstros que só queriam ajudar.

Preso em um ambiente tomado pela escuridão (quase que em 80% do jogo tudo o que contamos para conseguir enxergar é a luz de uma lanterna) e pela claustrofobia, você deve se locomover por corredores estreitos e salas assustadoras, enquanto tenta desvendar o mistério por trás desses caipiras nada comuns e qual a relação que eles tem com a sua esposa.

O jogo, que conta com campanha relativamente curta, conta com uma série de momentos eletrizantes de fuga, stealth e resolução de puzzles e enígmas, essenciais para prosseguir dentro da história, Resident Evil 7 é completamente distinto dos demais a começar pelo protagonista do game.

Diferente do Chris do Resident Evil 5 que quebrava blocos de concreto com o punho, ou de Leon que no Resident Evil 4 figurava como o verdadeiro Chuck Norris, mesmo com o vírus tomando conta de seu  corpo, Nathan é um homem comum que não possui nenhuma habilidade com armas ou com duelo corporal. Por este motivo, esqueça as cenas tensas de ação em que eram você e sua metralhadora contra metade do elenco de The Walking Dead. Aqui você é um marido desesperado em busca de sua esposa, que faria de tudo para encontrá-la, mas que ainda assim erraria tiros por estar com muito medo, ou que morreria sem se defender porque não foi ágil o bastante para sacar sua arma. Em Resident Evil 7, seu personagem reage ao ambiente à sua volta, e a novíssima câmera em primeira pessoa (Odiada por uns, absolutamente adorada por outros), é um gigantesco Plus à mais na busca do clima perfeito de horror para o jogo.

Além disso, e ressaltando o que foi dito no começo do texto, o jogo exige 3 habilidades importantissimas do player que for se arriscar dentro das terras de Muriel e Eustáquio nos confins dos Estados Unidos: Ter uma boa memória, para saber em quais salas e locais se deve voltar, quais os caminhos a se evitar, além de saber administrar bem os seus recursos, já que munição é um recurso definitivamente escasso ao longo do jogo, o que faz com que as vezes seja melhor sair correndo deixando todos os monstros para trás do que tentar enfrentá-los um a um. Por fim, ter um bom racíocinio lógico é fundamental, afinal, assim como em Resident Evil, Resident Evil 7 conta com uma série de puzzles espalhados ao longo do jogo, que são muito intrigantes e ousados em sua concepção. Mas não se preocupe. Ao contrário de seus antecessores, os puzzles do Resident Evil 7 ficam mais fáceis conforme se avança no jogo. Não ao contrário.

Além disso, um outro ponto a ser levado em consideração é a construção e concepção de personagens, que são extremamente bem feitos e reais, e desde a sua apresentação até o final, estão constantemente presentes no enredo e na história.

Os cenários e paisagens são extremamente bem desenhados, bem como os gráficos que são de altíssimo padrão. Nunca vi um jogo da Capcom ter gráficos tão bonitos quanto os do Resident Evil 7, que mesmo sendo um jogo pesado e de muitos detalhes, funciona muito bem, com uma taxa de frames aceitável em consoles de padrão regular e definitivamente alta e bem otimizada em consoles de  alto padrão e computadores gamer. Testamos também o PlayStation VR e tivemos uma das experiências mais incríveis e assustadoras da minha vida. O jogo possui ótima compatibilidade com o gadget e funciona muito bem, principalmente se for em um PlayStation 4 Pro.

Por fim, comentamos a trilha sonora do jogo, que foi um espetáculo a parte e que não deixa absolutamente nada a desejar. Todas as musicas são muito bem produzidas e executadas nos momentos certos. Esta sem dúvida é uma das melhores soundtracks de games já feitas e nós ficamos muito felizes com os resultados.

 

Veredicto:

Jogo que é curto, mas fluído e extremamente divertido e assustador, Resident Evil 7 é uma experiência única na vida de qualquer gamer.

Com história cativante, personagens marcantes e muito terror, é uma experiência certeira que fará a alegria (ou tristeza) das suas noites.

 

Nota: 5,0 Estrelas