Review | Monster Hunter: World



O ano mal começou e já demonstra que promete ser maravilhoso. Depois de um péssimo final de ano, a industria dos games inicia com grandes laçamentos, entre eles Monster Hunter: World, game da Capcom que dividiu opiniões ao longo de sua trajetória, mas que dessa vez vem pra nos brindar com um dos melhores jogos da geração.

Como o próprio nome já diz, o jogo é sobre caçar monstros. Dentro das quase 50 horas de gameplay, grande parte dela se divide em procurar pistas, armar armadilhas e estudar a melhor estratégia para vencer os monstros. Pode parece repetitivo (e realmente é), porém fica muito longe de ser chato ou entediante. Cada caçada é totalmente diferente da outra, e rende ótimas surpresas. Isso acontece, principalmente, por conta da ótima inteligencia artificial dos inimigos, que tem comportamentos variados, respondendo de forma única ao que acontece ao seu redor.
Aqui, chegamos no ponto mais impressionante do game: seu ecossistema. O trabalho desenvolvido pelos criadores do jogo é louvável, e é graças a ele, que tudo no jogo tem uma cara natural. Exemplo: Estava em perseguição contra um monstro chamado Grande Jagras, quando passamos por um habitat do Anjanath (uma espécie de T-rex que solta fogo), que se alimenta de carne. Ao perceber um Grande Jagras debilitado na região, o dinossauro-cuspidor-de-fogo atacou minha presa, e sem querer me ajudou a completar a quest. Situações como brigas por território são frequentes, e são tão impressionantes quanto parece ser. Dica: Quando acontecer esses embates entre as feras, tome a postura de espectador. É tão incrível quanto parece.
Como nem tudo é perfeito, é possível destacar algumas falhas, ainda que elas não comprometam em nada a diversão. Essas falhas funcionam mais como um ponto fraco do que um erro propriamente dito, e pode ser que as opiniões divirjam. A narrativa do jogo, por exemplo, é um ponto fraco do jogo, pois ela serve apenas como um pano de fundo para que o seu personagem (que não fala) tenha um motivo para caçar monstros. O enredo é fraco, não apresenta muitas novidades, mas também não é nada horrível, cumprindo bem o papel de motivador. Ainda como ponto fraco, a mobilidade do personagem, que não é exatamente um primor, ainda que tudo seja feito com muita inspiração e bom gosto, principalmente quanto aos combos.
Monster Hunter World ainda conta com um belo arsenal de armas e armaduras, os gráficos estão lindíssimos, e seu modo multiplayer dá uma sobrevida interessante. No quesito custo-benefício, é sem duvida alguma o melhor lançamento de janeiro, além de candidato a melhor jogo do ano.
Muito mais ainda pode ser dito, mas acima de tudo, deve ser experimentado. É um game recomendado tanto para os fãs da série, quanto para os novatos. Vale cada centavo gasto, e você vai se surpreender com tudo que pode acontecer nesse mundo. E ai, bora pra caçada?
NOTA: 5/5