A trilogia de Maze Runner chegou ao seu fim. O último filme da franquia foi lançado nos cinemas no dia 25 de janeiro, aqui no Brasil, e chegou carregando a expectativa de um ótimo desfecho para série. A produção da 20th Century Fox continuou com a direção de Wes Ball – que esteve a frente de toda a saga – e conseguiu manter o nível apresentado por seus dois longas antecessores.

O filme tem como seu ponto forte as diversas cenas de ação, como os carros em alta velocidade no deserto; os tiroteios entre os dois lados; e as estratégias adotadas por ambos, para conseguirem seus objetivos. Apesar das ótimas cenas, o roteiro mostrou-se previsível. Todas as pessoas que assistem filmes com essa temática (que envolve em sua maioria, o público jovem) conseguiram captar os próximos passos que o longa rumaria, como por exemplo nas cenas de perigo envolvendo o protagonista, onde o mesmo está em apuros e de repente aparece uma ajuda divina para o resgatar.

Embora dessa pequena obviedade apresentada, a produção acertou em cheio nos cenários ambientados pelos personagens. Desde as ruínas do mundo apocalíptico, até a cidade futurista habitada pelos sobreviventes sortudos. Somada a uma bela fotografia, capitaneada pelo habilidoso Gyulia Pados, as cores conseguem compartilhar os detalhes de cada cena: como vermelho preocupante do deserto, onde não sabemos se o plano vai dar certo, trazendo uma sensação de ansiedade no público.

A trilha sonora ficou na responsabilidade de John Paseano, que já compôs para a série ‘Os Defensores’ (Netflix). Ainda que tenha feito um bom trabalho, a composição não foi muito bem explorada no filme, deixando apenas para as cenas finais o grand finale.

O longa-metragem é uma boa produção. Vale o ingresso pago. E além de decepcionar um pouco nos detalhes técnicos, o filme consegue ser emocionante em certos momentos, e acerta em cheio no que a maioria dos filmes desse gênero não consegue: terminar muito bem a sua história.

Maze Runner: A Cura Mortal já está em cartaz, corra para os cinemas!