Transformers “O Último Cavaleiro” é o quinto filme da franquia e marca 10 anos do universo dos robôs nos cinemas, comandado por Michael Bay.

O filme já começa com bolas de fogo vindo de trás do letreiro da Paramount, só aí já dá para ter uma ideia do que esperar do longa.

Humanos e Transformers estão em guerra. Por isso, eles vivem fugindo e se escondendo pela terra.  Cade Yeager (Mark Walberg) lidera um pequeno grupo aliado que os protege. Em paralelo, o Líder dos Autobots, Optimus Prime, viaja até Cybetron para investigar a origem dos transformers e também  o porquê do seu planeta ter sido destruído.

Acompanhamos quatro histórias, sendo três delas com personagens humanos e uma com Optimus Prime. Tudo isso com um roteiro pra lá de confuso e esburacado, onde personagens vêm e vão o tempo todo e se teleportam pelo filme.

Cade (Mark Walberg) é um herói que não nos importamos,  a personagem Viviam Wembley (Laura Haddock) tenta ser uma personagem importante e inteligente, mas não passa da mulher bonita da vez. Já a menina Izabella (Isabela Moner) é uma boa personagem e um destaque de atuação no filme, mas é muito prejudicada pelo roteiro e pelo excesso de personagens humanos que não servem para nada. Por fim temos Anthony Hopkins fazendo discursos com sua voz imponente, mas não passa disso.

No Time dos Robôs alienígenas, nós temos os clássicos Optimus prime, Bublebee, a volta de Megatron e uma tentativa meio esquisita de (C3PO) e (R2D2) entre outros inimigos já conhecidos pelo público. Uma pena que eles ficaram ofuscados por tramas envolvendo os protagonistas humanos e um monte de militares genéricos.

O filme tem sim seus momentos de glória. As batalhas são grandes, bem dirigidas, com um CGI impecável, um 3D que funciona e uma trilha que torna tudo ainda mais épico e grandiosos. Os efeitos especiais foram muito bem executados e uma indicação ao oscar por efeitos especiais  não seria um exagero. Além disso, o filme todo foi filmado em IMAX, o que faz uma grande diferença nas telas. O problema do Transformers “O Último Cavaleiro”, é que temos 150 min de clímax, sem descanso para o público, fazendo com que você fique anestesiado com tantos tiros e explosões.

Transformers “O último cavaleiro” é confuso, têm excesso de cortes secos e cheio de erros perceptíveis até para os mais leigos, mas é bem melhor que seu antecessor . Se você for de mente e coração abertos, é possível se divertir com as belas sequências de ação e até ficar com vontade de ver a continuação, mas nada muito além disso.  

O diretor Michael Bay já disse em entrevistas que não faz filmes para críticos e sim para o público, mesmo assim, acredito que o público já está um pouco cansado dessa fórmula e gostaria de ver algo realmente novo.