Opinião de Quinta - Thor Ragnarok



Após dois fiascos com os primeiros filmes da trilogia Thor, a Marvel troca a carapaça mais séria que havia criado para o universo do Deus nórdico, e aposta em um longa de comédia com mais de duas horas de piadas incessantes com alto nível de previsibilidade.

Ainda corrigindo os erros constantes que foram cometidos nos primeiros filmes, a Marvel simplesmente excluiu a existência de todos os personagens secundários que tinham certa importância na história que estava sendo contada até então, não só no universo do Thor como no Universo da Marvel como um todo. Além da personagem da Natalie Portman, o cientista que era um personagem consideravelmente importante no primeiro filme dos Vingadores foi esquecido por completo desse longa.

Com muitas informações jogadas, esse filme acaba sendo um grande tapa buraco para muitas coisas que haviam sido apresentadas e nunca mais tinham aparecido em nenhum longa do Universo Marvel. O Tesseract e a busca de Thor pelas Jóias do Infinito são bons exemplos disso.

O filme inteiro é um grande show de referências à muitas obras de todos as plataformas cultuadas nos últimos tempos. Todas as cenas de ação parecem que foram retiradas de um vídeo-game, e com exceção de algumas cenas que a ação é mal construída, você sente que está um controle na mão o tempo todo combando com os personagens. Porém a maioria acaba perdendo seu clímax com piadas toscas ou previsíveis em seu meio ou até mesmo após.

O grande problema do filme está na fórmula Marvel que é usada em excesso neste capítulo do Deus do Trovão. Diferente dos últimos filmes que a produtora vinha lançando, neste longa ela apostou em uma história cheia de piadas previsíveis e até muitas vezes super toscas, digna de estar na falecida Turma do Didi. Todo diálogo é interrompido por uma tirada cômica de algum personagem, o que antes era alívio cômico, neste filme virou alívio dramático.

Apesar de todos os erros e incansáveis piadas sem graça, o filme tem suas qualidades. A interação do Dr. Estranho com o Thor trás uma química muito boa, diria até que é a melhor parte do filme, a personagem da Valquíria também é uma boa adição para o filme, e como sempre, Idris Elba consegue ser um Badass nesse filme que trás uma leve empolgação para o público durante a sessão.

Thor: Ragnarok, é um filme divertido assim como a grande maioria dos filmes da Marvel, mas para um filme que ultrapassa a barreira das duas horas de duração, o longa comete muito mais erros que acertos ao apostar em piadas toscas e previsíveis o tempo todo, atrapalhando o andamento da história e até a empolgação com alguma cena de ação.