Sessão Netflix - The Cloverfield Paradox



Depois de dois filmes de sucesso, a Bad Robot (produtora de J.J Abrams) decidiu expandir ainda mais o universo de Cloverfield. E desta vez com a ideia mais ousada da saga até o momento, a promessa de a premissa deste novo longo seria de explicar a origem do monstro gigante em Nova York no primeiro filme de 2008. O escolhido para comandar este filme foi Julius Onah, que apesar de ter apenas um longa em seu currículo, tem muita experiencia no mercado com mais de 13 curtas e produzindo algumas coisas aqui e ali.

A história deste filme teoricamente se passa um pouco antes, e em certos momentos até junto com o primeiro filme. O que inicialmente parece ser um boa ideia mas conforme o filme vai passando, o expectador só quer cada vez mais que este filme não estivesse no universo tão legal que construiram em Cloverfield e Rua Cloverfield, 10.

O mundo se encontra em uma crise de energia, e guerras estão prestes a explodir a qualquer momentos. Nesta situação alguns cientistas são enviados para orbita do planeta terra, para acionar um dispositivo que vai restaurar a paz na terra. Este dispositivo vai trazer a energia de volta? Vai fazer as pessoas tomarem juizo? O que exatamente este dispositivo vai fazer, e o que ele é? a resposta para todas essas perguntas é: Eu não sei, e nem o roteirista sabe.

E assim começa a derrocada que é The Cloverfield Paradox, todas as propostas que o roteiro do filme te trás, acabam sem respostas e te deixando mais confuso. E como se já não bastasse todas essas confusões que digamos que possam ser compreensíveis, o filme ainda tenta colocar alguns elementos para que os personagens consigam seguir na história traçada, que não fazem sentido algum.

De certa maneira é possível ver que os produtores do filme conseguiram beber algo que deu certo nos filmes anteriores, como a escolha de fazer uma história em um local de isolamento para os personagens, mas diferente do segundo filme em que a personagem principal estava naquele confinamento contra a sua vontade, os participantes desta viagem interdimensional escolheram estar ali para salvar o mundo.

Os personagens em si não tem grandes falhas, os atores escolhidos para vive-los são competentes e conseguem conseguem claramente fazer diante das cameras o que estão sendo dirigidos para fazer. Mas não conseguimos nos importar com qualquer um destes personagens (apesar de ter um personagem brasileiro no filme), o roteiro não consegue construir nenhum daqueles “heróis” em tela, com excessão da personagem principal que tem mais tempo de tela, mas que também não faz sentido algum as decisões que ela sabe de todo o contexto que ela está vivendo.

The Cloverfield Paradox teve uma grande ambição, mas infelizmente decepciona ao não conseguir trabalhar nenhuma de suas propostas, incluir elementos sem sentido para história, e não entregar o que foi prometido. Você começa a assistir ao filme querendo descobrir a origem do universo de Cloverfield, e sai sem saber o que aconteceu.