Opinião de quinta - Mãe!



Mother! Mais uma golpe desferido pelo diretor Darren Aronofsky contra os telespectadores. Um cineasta que tem a sua “assinatura” em todas suas obras, sendo a maioria delas tendo crédito como diretor e roteirista(assim como vemos nesse filme). Com certeza isso dá ao diretor uma visão e controle mais amplos da história sendo contada.

Além de um diretor gabaritado em Hollywood, o longa conta com astros em alta como: Javier Bardem e Jennifer Lawrence, além de artistas de peso; Ed Harris, Michelle Pfeiffer. Todos atores estão coerentes na loucura que é o filme – que se trata de uma alusão à religião, mais especificamente o Cristianismo.

O filme conta com uma fotografia explendorosa, em contra ponto a sua história agonizante. Sempre sendo visto de planos em que a protagonista, Jennifer Lawrence, está presente; ou seja, vemos a visão dela das coisas, e é muito o que passamos ao assistir o filme… Ficamos sem entender o que se passa.

Devo dizer que foi uma experiência horrível o ato de ver o filme, uma história totalmente alegórica, sem menções a nada para lhe colocar dentro da trama, e surpresas atrás de surpresas que te deixam com a impressão que cada vez mais, você está entendendo menos. E talvez foi essa a intenção do diretor. Aronofsky sempre veio com filmes “pesados” e densos, desde sua primeira obra – Pi(1998). Essa sempre foi a marca dele, contando com a parceria do intenso compositor Clint Mansell,(que está presente em quase todos seus filmes) porém este filme é diferente de qualquer coisa que ele tenha feito ou que qualquer um jamais fez.

Mãe!, é um filme indicável a ser assistido sem nenhum conhecimento prévio do longa, entretanto, se você já sabe do ponto de partida e como ele vai se desenrolar…Assista do mesmo jeito, acrescenta valor e trás muitos debates filosóficos aos cinéfilos de plantão. Além de não termos filmes conceituais em cartaz todos os dias.