• Elenco: Ben Affleck, Henry Cavill, Gal Gadot e mais
     Duração: 120 min
    Diretor: Zack Snyder
                                                                                       Distribuidora: Warner Bros
     Gênero: Ação 
                                                                           Classificação: 12 anos

Finalmente, estreou!“Liga da Justiça”, um filme que reúne os maiores heróis do universo DC Comics nos quadrinhos, agora está nas telonas!

Bruce Wayne (Bem Affleck) está tentando formar uma equipe de super-heróis para proteger a terra de um ser maligno chamado Lobo da Estepe (Ciáran Hinds). O filme começa passando por todos os integrantes da Liga, de maneira bem rápida e objetiva, dando pontos positivos para o roteiro. O vilão também é apresentado rapidamente explicando sua origem e suas motivações.

O tom sombrio e mais realista do filme Batman vs. Superman foi deixado de lado completamente em Liga da Justiça, em que trama é muito mais simples e aventuresca, tendo uma paleta de cores mais colorida e brilhante, com personagens divertidos e piadas o tempo todo… Sim, até o Batman faz piadas.

A Liga em si funciona bem em algumas partes. Destaque, principalmente, nos diálogos, pois neles conseguimos perceber a personalidade de cada um dos integrantes sendo bem definida e diversificada. O Batman (Bem Affleck) é um dos pontos baixos do filme. O Bruce Wayne bruto, amargurado e violento, deu lugar para um cara que faz piadas e amigos. A Mulher-Maravilha(Gal Gadot) se mantém bem fiel ao que apresentou nos filmes anteriores, ela é forte, sábia, inteligente e com um grande espírito heroico. Já o Superman (Henry Cavill) volta com tudo. Totalmente renovado, com um uniforme mais azul, sorriso no rosto, e um ar de esperança. Por mais que ele apareça mais para o final do filme, é de longe o personagem mais legal. Temos aqui, então, o Superman definitivo.

Em relação aos três novos personagens, Flash é o alívio cômico, nitidamente ele faz a vez do Peter Parker da DC, mas com muitas piadas bobas que não funcionam. O Aquaman (Jason Momoa) sofre com a pressa do roteiro e com a quantidade de personagens mais importantes, então, ele aparece pouco, faz pouco, e não tem quase nada de “Aquaman”. Mesmo assim, o carisma de Jason Momoa desperta uma curiosidade para um filme solo do personagem. Ciborgue (Ray Fisher), o herói que poderia ser muito mais bem explorado por ser uma peça fundamental para a trama, na verdade, fica de lado, tem uma carapaça CGI pra lá de estranha, e também, tem pouco carisma, sem dúvida é o integrante mais sem graça do grupo.

O vilão, Lobo da Estepe (Ciáran Hinds), não passa de um gigante de CGI que é catastrófico, ele tem lá suas motivações de vingança e de querer as tais caixas maternas, mas em nenhum momento ele parece ser uma ameaça real, dá pra ter total certeza de que a Liga vai resolver isso facilmente.

A trilha sonora de Danny Elfman é muito leve e dita bem o ritmo das batalhas puxando até alguns temas clássicos dos heróis. Mesmo assim, as trilhas de cada personagem que foram compostas por Hans Zimmer para os filmes anteriores como Batman, Mulher-Maravilha e principalmente Superman fazem sim muita falta.

Mesmo o filme tendo uma edição meio estranha, remendada e com cara de filho de dois pais, já que Zack Snyder saiu do projeto e Joss Whedon refilmou cerca de 20% do filme. Liga da Justiça é um filme leve, divertido, com boas cenas de ação e abre um bom horizonte nessa nova fase da DC.