Opinião de quinta - It: A coisa



O filme baseado na obra “IT” de Stephen King, foi dirigido por Andres Muschietti que tem como referência em seu portfólio “Mama”. Em seu primeiro grande filme de estúdio, o diretor novato arrisca na década de oitenta ao mudar a época que se passa a história original.

A história começa no ano de 1989 quando George vai brincar com seu barquinho de papel na rua durante uma tarde de chuva e desaparece. Um bom tempo se passa, até que seu irmão Bill e alguns amigos começam a notar uma série de desaparecimentos e começam a investigá-los, chegando à conclusão que na verdade, o monstro Pennywise é o responsável pelos desaparecimentos. À partir daí, eles passam a caçá-lo.

O diretor conseguiu alcançar o que a maior parte dos diretores não conseguem com crianças atuando: Fazê-las atuarem bem. Tirando o garoto que interpreta o judeu, todos estão muito bem no filme. Com pontos extras para o protagonista Jaeden Lieberher que faz o cacoete da gagueira de maneira muito crível e também para Finn Wolfhard, o único que já tínhamos visto o potencial em “Stranger Things”, está muito bem fazendo o papel mais escrachado de todos os integrantes do “Losers Club”.

Uma descoberta da equipe de casting do filme foi Bill Skarsgård, que fez uma atuação digna de indicação ao oscar. Seus trejeitos somados à uma bela maquiagem feita pela equipe de produção criaram um dos personagens mais assustadores dos últimos tempos no cinema.

O Roteiro trabalha o desenvolvimento da história como os grandes clássicos do terror faziam, da mesma maneira que “O Exorcista” e “Bebê de Rosemary” o filme vai aos poucos construindo o clima que o diretor quer passar aos espectadores, fazendo com que vejam e simpatizem lentamente os medos de cada um dos personagens, para que no fim, a solução encontrada fique clara na mente de todos.

Além disso, It é o tipo de filme que não apela para Jumpscares para ser assustador. O tipo de terror que é desenvolvido aqui é diferenciado. Ele vai crescendo pouco a pouco, conforme a tensão e o nervosismo dos espectadores vai crescendo, até que atinge seu ápice no final – recurso este muito utilizado na era de ouro dos filmes de terror.

It: A coisa é uma fórmula perfeita que combina tensão e desespero com uma trama assustadoramente bem trabalhada e atuações impecáveis. Ele consegue o que a maior parte dos filmes de terror da última década se matam para conquistar – aumentar a tensão e o medo de seus espectadores de maneira eficaz até o fim do filme.