Finalmente o universo distópico-cyberpunk de Blade Runner, volta à tela dos cinemas. Blade Runner 2049 trouxe aos fãs uma revisita a esse mundo, do qual nos foi apresentado em 1982, pelo diretor Ridley Scott; que fez um trabalho de direção artística e visual fantástico, fazendo com que o filme fosse considerado por muitos, a frente de seu tempo. A história do filme, que se passa em uma Los Angeles futurística, remete a um futuro distópico em que grandes corporações controlam a civilização, de tal forma que essas empresas privadas se tornam a primeira opção em questões como segurança, por exemplo – isso tudo baseado em um livro clássico sci-fi: “Andróides sonham com ovelhas elétricas?” de Philip K. Dick.

Depois dessas menções honrosas ao filme clássico, no ano de 2017, a Sony nos trás Blade Runner 2049, comandado pelo jovem e premiado diretor Dennis Villenueve. Novamente vemos um trabalho muito cuidadoso e com efeitos práticos, combinado agora com a tecnologia dos efeitos CGI; que trazem para o telespectador uma certa imersão, mas não total. Apesar de esteticamente maravilhoso e de uma iluminação atenciosa em cada cena. O diretor parece não estar preocupado em mostrar uma rotina da cidade ou do protagonista, que acompanhamos de perto pela maior parte do filme.

A trilha do filme encaixa com o que é apresentado, com toques de sintetizadores, que passam uma atmosfera futurista – Créditos para: Hans Zimmer Benjamin Wallfisch – entretanto, comparada a trilha clássica de Vangelis, parece ser menos rica em detalhes e imersão.

O longa demonstra um roteiro coerente; tanto com o filme antecessor quanto com a história apresentada. Começando com empolgação no primeiro ato, com um mistério intrigante sobre o protagonista Detetive K – interpretado pelo talentoso Ryan Gosling – que cumpre seu papel sem se destacar mais que o filme. Destaques positivos também para Dave Bautista e Jared Leto. O grande anti-herói Harrison Ford ainda consegue encaixar seu papel, mas nada além disso. Enquanto o par romântico do protagonista interpretado pela belíssima Ana de Armas, é fraca no filme e o acompanha como um ‘fantasma’, sem muita importância  por grande parte da história.

Em resumo, Blade Runner 2049 merece ser assistido na telona, se você é um fã de sci-fi, vai ter muito papo pra render após o fim do filme, que tem poucas cenas de ação, mas uma motivação na história que faz você ver com interesse até o final.