Sessão Netflix | ‘Mudo’: Mais uma produção Original



Mudo é um filme de Duncan Jones, mesmo diretor de Lunar (2009), Contra o Tempo (2011), Warcraft (2016). Duncan Jones que também é muito conhecido por ser filho do Grandioso David Bowie.

Logo de cara somos apresentados a história de Léo (Alexander Skarsgard), um garoto que sofreu um trauma na infância e ficou incapacitado de falar. O Filme apresenta um universo futurista onde Léo poderia ter sido curado através de uma cirurgia, entretanto, sua mãe nutria uma crença que ia contra o procedimento que poderia dar voz novamente ao seu filho.

Leo tem um relacionamento bastante apaixonado com Naadirah (Seyneb Saleh). Tudo vai bem até que Naadirah some, e então a jornada de Léo em busca de sua namorada começa. Nesse meio tempo, somos apresentados ao segundo núcleo do filme, focado em Cactus Bill (Paul Rudd) e Duck (Justin Theroux), dois médicos que trabalham no submundo de Berlin.

O visual do filme já é bem conhecido de todos. É um filme visualmente bem construído dentro desse mundo cyberpunk/futurista, tem as mesmas características de Blade Runner, Altered Carbon etc…. Estilo Neo-Noir, luzes neon, pouca iluminação. Nada de diferente dos últimos filmes/séries do estilo que temos visto.

A história deixa bastante a desejar, principalmente quando começa a alternar os núcleos com mais frequência. No primeiro ato você simpatiza com Skarsgard e Seyneb Saleh, mas quando o núcleo de Paul Rudd e Justin Theroux ganha mais tempo de tela, você acaba perdendo um pouco daquela simpatia inicial, e a trama naturalmente vai se desfigurando até se tornar quase nada.

A atuação de Alexander Skarsgard é boa e convence, principalmente diante dos comparativos bastante injustos que lhe serão postos. Quero dizer, ele interpretou um personagem mudo. Quem mais fez isso? Sally Hawkings, e por isso eu digo que é injusto. São filmes completamente diferentes, e são dois “Mudos” completamente diferentes. Skarsgard entrega um bom personagem e não devemos compara-lo com Sally Hawkings, é injusto. Já Paul Rudd e Justin Theroux tem personagens caricatos e até meio forçados.

O filme tem 2 horas e 6 minutos. É muito tempo para a história que Duncan Jones quer contar. Você chega ao fim do filme e pensa: Ok, pode acabar agora. Você resolveu o que tinha que resolver. Já tá bom. – Mas Duncan Jones estende o filme por mais alguns minutos, e então você pensa: Beleza. Agora vai acabar né!? – E Duncan Jones estende o filme por mais alguns minutos. Essas duas extensões eram necessárias? Não, mas ele o faz para tornar o final do filme um pouco mais agridoce.

É uma direção sem grandes novidades, é uma construção de universo boa, mas que não acrescenta nada ao que já vimos anteriormente e uma história fraca. Definitivamente não é o melhor trabalho de Duncan Jones e Mudo, definitivamente não é marcante, pelo contrário, é um filme bastante esquecível.

Nota 1.5/5.0