Literatura Nacional | Do Real ao Imaginário



Literatura Nacional – Debora mora na capital de São Paulo desde que nasceu, há 44 anos. Quando engravidou, em 2003, deixou um cargo administrativo no departamento de RH de uma empresa para se dedicar ao filho, por isso ela brinca que sua profissão é ser mãe 24 horas por dia, o que acaba sendo ótimo, pois pode se dedicar às pesquisas e aos estudos. Ela diz: “É o cargo mais prazeroso do mundo”. Gimenes é formada em Letras pela faculdade Tereza Martins e também é fã de rock, Opalas, antiguidades, beagles, séries e novelas antigas. É, com certeza, uma mãe coruja. Estando em relacionamento sério há 25 anos, seu marido, junto à seu filho, são seus alicerces para tudo. Ela é caseira e não gosta de sair à noite.

Agora vemos para uma pequena entrevista para descobrir mais detalhes sobre este escritor nacional:

(Mayara) “Você tem livros publicados? Se sim, quais e por quais editoras?”

(Debora) “Tenho vários contos publicados nas antologias da Andross, Literata, Multifoco e que estão hoje em coletâneas solos na Amazon. Publiquei pela Estronho nas coletâneas ‘Terrir’ e ‘Malditas’. Pela Llyr co-organizei a coletânea ‘O Outro Lado do Crime – Casos sobrenaturais’, com meu querido amigo Bruno Anselmi Matangrano e também escrevi um conto para esse livro.
Tenho um livro solo publicado pela Navras, como livro físico e digital, chamado ‘Do Real ao Imaginário – Contos da Debby’. Pela mesma editora publiquei na antologia ‘Vírus Z’ e organizei a antologia ‘Do Céu ao Inferno – Anjos e Demônios’. Atualmente estou com um livro para avaliação numa editora chamado ‘Morte Tatuada’, e talvez saia esse ano. Estou terminando um romance chamado ‘Segredos e Destinos’ que espero lançar pela Amazon antes da Bienal e já comecei meu romance sobrenatural ‘A Noiva da Rua André Costa’, que tem uma das personagens do ‘Morte Tatuada’, que também está no conto ‘Retratos da Morte’ (O Outro Lado do Crime).”

(Mayara) “Qual foi a sensação de publicar seu primeiro livro?”

(Debora) “Publiquei meu primeiro conto, ‘A Magia do Amor’ pela Andross em 2010. A sensação foi incrível, pois quando ele foi selecionado pela organizadora Helena Gomes, que me tratou com muito carinho e foi superatenciosa. Eu li o e-mail que ela me mandou uma dezena de vezes até acreditar. Alguns meses antes eu havia sido recusada em outra antologia da mesma editora e estava meio desanimada. Ah, o e-mail falando que eu havia sido aprovada chegou no dia das mães. Meu presente especial!”

(Mayara) “Você recebe feedbacks frequentemente dos leitores?”

(Debora) “Sim. Alguns elogiando meu trabalho, outros fazendo críticas destrutivas e muitos poucos fazendo as críticas que eu gostaria de ouvir, críticas com observações para que eu melhore.”

(Mayara) “Teve algum leitor que te marcou muito?”

(Debora) “Teve sim. Um amigo do meu filho recentemente leu um livro meu no original. Foi meu beta e a animação dele em comentar sobre as mortes que há no livro e sobre os personagens principais me deixaram muito feliz. Também teve um rapaz, uma vez, que me encontrou na Paulista e me reconheceu. Pediu para tirar foto e falou que tinha lido minha coletânea hot ‘Sedução Fantástica’. Fiquei super sem jeito, mas tirei foto com ele.”

(Mayara) “Agora, como leitor: Qual seu livro preferido?”

(Debora) “Eu amo Stephen King e Agatha Christie, são meus autores preferidos, mas meus livros prediletos são de outros autores. O brasileiro ‘A Casa das Sete Mulheres’ e o americano ‘A Mulher do Viajante do Tempo’. Ambos foram adaptados, o primeiro virou minissérie global e o segundo um filme para o cinema.”

(Mayara) “Por que você escreve?”

(Debora) “Quando criança eu amava criar histórias, tinha poucos amigos e minha mãe quase nunca me deixava brincar na rua. Na sétima série, adaptei uma das minhas histórias para uma peça de teatro escolar e fui muito elogiada pelos professores. Em 2000 comecei a participar, pelo extinto Yahoo, de alguns grupos, conheci Adriano Siqueira, Giulia Moon e minha querida Martha Argel e deles recebi muitos conselhos, ensinamentos e incentivo para melhorar minha escrita.”

(Mayara) “Por que você lê?”

(Debora) “Leio para viajar um pouco. Lendo você conhece outros lugares, outros mundos, vive novas aventuras e pode ser quem você quiser.”

(Mayara) “Se pudesse passar uma mensagem mundialmente para as crianças, incentivando-as a ler e escrever, o que falaria?”

(Debora) “Falaria do prazer que é ler um livro. De como ler nos ajuda a melhorar não só a escrita, como, também, a fala. E como aprendemos a lidar com o ser humano. Ler nos ajuda em tudo. Claro se soubermos escolher os bons livros.”

 

 

Mayara Ferrari Costa

 escritora, revisora e preparadora de textos