Opinião de quinta - DUNKIRK



Durante o mês de agosto de 2017, chegou às salas de cinema o mais novo filme do diretor Christopher Nolan. Após suas experiências no mundo dos super heróis e na ficção espacial, ele vem com a proposta de nos fazer sentir a solidão e esquecimento que aqueles soldados nas praias de Dunkirk sentiram no meio da segunda guerra mundial.

O longa tem como trama os acontecimentos da batalha de Dunquerque que ficou marcada como mais uma das decisões pouco inteligentes do exército nazista, e principalmente a falha nas melhores especialidades de cada uma das nações envolvidas.

Primeiramente vamos entrar nos pontos que mais se exaltaram no longa. A trilha e os efeitos sonoros estão esplêndidos em todos os sentidos, Hans Zimmer como sempre ultrapassou o esperado e tornou a trilha mais um personagem que te faz ficar preso na cadeira com suas crescentes durante o desenvolvimento da cena.

A construção de cada cena é o trabalho que mais fica claro como a evolução de Nolan, aliás, todas as partes técnicas, de montagem a figurino estão inseridos no filme criando uma ambientação que de início realmente te coloca dentro do mundinho que está exposto na tela.

A primeira crítica que é importante ser feita ao filme vem da sua linha do tempo. Ela fica super confusa durante o desenvolvimento da trama e quando o espectador entende o que está acontecendo, acaba tendo um corta tesão por sempre ficar dando aquela volta no tempo pra ver o que está acontecendo em cada uma das perspectivas numeradas por Nolan.

Os 3 personagens principais que acompanhamos para entendermos o que aconteceu naquela batalha têm um problema drástico. O roteiro tentou tanto trazer a guerra como personagem principal do filme, que acabou esquecendo de trazer um desenvolvimento para seus personagens. O soldado na praia começa como um medroso que quer fugir dali a todo custo e quando o filme acaba ele continua da mesma maneira, não tem a menor evolução.

A sensação de que o filme vai avançar é algo contínuo na mente do espectador após os 20 minutos de filme, mas acaba sempre ficando naquela situação que foi já apresentada, e parece que o longa não tem uma evolução até o seu terceiro ato. O segundo ato simplesmente está no filme mas não temos uma evolução na história com ele.

Nolan conseguiu atingir neste longa seu maior avanço como cineasta no sentido técnico, com todas essas partes que envolvem a montagem do filme e com o desenvolvimento das cenas em si, mas como história o filme deixa muito a desejar por tentar tanto deixar a guerra como o personagem principal da história e esquecer de desenvolver seus personagens, em resumo, é um bom filme mas não vai ser “O resgate do soldado Ryan” da geração como todos esperavam.