Dragão Indica | VISÃO: POUCO PIOR QUE UM HOMEM VOLUME #1



Já dizia Stan Lee, “toda edição é a primeira de alguém”. Nada mais adequado então que iniciarmos nossas indicações por uma edição que é atraente para um primeiro contato tanto de quem nunca leu um gibi na vida, como também é o início das histórias solo de um personagem de 50 anos que sempre esteve por aí, sem, no entanto, assumir os holofotes. Sim, eu sei que o Visão já teve duas minisséries, uma em 94 outra em 2002. Contudo, além da própria característica “mini”, se tratavam muito mais de “missões do Visão sem seus colegas Vingadores” do que uma série própria, com temática e elencos distintos. É o que a Panini apresenta em VISÃO: POUCO PIOR QUE UM HOMEM VOLUME #1

Se você nunca teve contato com um gibi antes, mas assistiu Vingadores: A Era de Ultron e Capitão América: Guerra Civil, Visão é o gibi para você! Aquela figura criada para ser o corpo definitivo do Ultron mas que ganha vida própria e passa a ajudar a equipe com altruísmo e pitadas de filosofia. A criatura (um Sintozóide, na verdade) simpática que na horas vagas veste um pulôver costurado pela vovó e que de forma gradativa e incomum se afeiçoa a Wandinha Escarlate, a ponto de tentar a sorte na cozinha, aqui decidiu criar uma família para si e terá de conviver com as consequências disso, para o bem e para o mal.

Caso você seja macaco velho de banca de gibi, que leu a origem do Visão lá em Heróis da TV, viu ele chorar quando foi indicado a membro dos Vingadores, estranhou seu casamento com uma humana (mais ou menos né?), testemunhou ele sendo desmontado e remontado, envolvido em batalhas cósmicas ou tendo problemas conjugais, esse gibi também é para você! A história é um passo adiante e consequente de tudo que veio antes, inclusive com menções literais, além de dar ao personagem finalmente um universo próprio.

Tom King, já conhecido dos leitores da DC Comics, mais uma vez mostra que a mídia HQs é uma fonte inesgotável de ideias e situações (não que todos os autores atuais tenham inteligência para isso) e a arte de Gabriel Hernandez Walta (que já tinha mandado bem na revista do Magneto) passa aquela sensação bucólica de cotidiano familiar ao mesmo tempo que deixa evidente a desconfortável a situação bizarra da família de seres artificiais.

 Onde encontrar? Lançamento da Panini em fevereiro de 2018, via link abaixo: