MIRACLEMAN | Conheça um pouco da polêmica história desse herói



Ele já foi o MARVELMAN, mudou para MIRACLEMAN, mas seu nome verdadeiro é MICHAEL MORAN.

Conheça um pouco da polêmica história desse herói:

 

A origem do personagem e a fase Mick Anglo – 1953/4 até 1963

Na década de 1950, a editora Len Miller & Son era responsável pela publicação dos personagens da Fawcett Comics no Reino Unido. Nessa época, o Capitão Marvel (Shazan) passava por uma crise no mercado e corria o risco de ser cancelado por, supostamente, plagiar o Superman.

Em 1953, Len Miller (dono da editora que levava seu nome), preocupado em perder público/vendas, contratou o escritor de quadrinhos e ilustrador Mick Anglo para resolver o problema com o personagem ou, se fosse o caso, substituí-lo.

Mick mudou o nome do personagem para MARVELMAN e em 1954 foi publicada a primeira edição.

O contrato com Anglo encerrou em 1960, no entanto, o quadrinho continuou até 1963.

 

A ficha técnica do MARVELMAN

Michael Moran é um repórter que recebeu superpoderes baseados em energia atômica de um astrofísico. Com isso, ganhou super força, velocidade, imunidade e o poder de voar. Mas, para ter acesso a esses poderes, ele precisa se transformar no MARVELMAN.

Michael vira o MARVELMAN quando diz a palavra mágica: “KIMOTA”, que, foneticamente falando, seria ATOMIC de trás para frente.

O protagonista une-se a um mensageiro chamado Dick Dauntless e a um garoto chamado Johnny Bates. Esses dois transformam-se em JOVEM MARVELMAN e KID MARVELMAN. Unidos, formaram a MARVELMAN FAMILY. 

 

 

 

 

A volta do super-herói com Alan Moore em 1982 e a mudança de seu nome para MIRACLEMAN em 1985

Em março de 1982, a Quality Communications lançava a revista Warrior, nela, uma versão mais sombria do MARVELMAN escrita por Alan Moore e ilustrada por Garry Leach e Alan Davis foi publicada até a edição #21. No ano seguinte, publicaram uma revista chamada: MARVELMAN SPECIAL, com as histórias originais de Mick Anglo. O problema dessa revista era o título. Nessa época, o nome Marvel já pertencia a Marvel Comics e os escritores britânicos sofreram fortes ameaças de disputas Legais por parte da editora.

 

Quando foi licenciado para publicações em editoras americanas, o herói ganhou uma revista própria mudando seu nome para: MIRACLEMAN. Alan Moore ficou muito entusiasmado com a possibilidade de trabalhar em uma versão mais madura de Michael Moran e o descreveu casado, com dores de cabeça e traços masculinos com características do “americano padrão” daquela época. O personagem tinha sonhos onde voava, mas não conseguia lembrar-se da palavra que lhe dava os poderes. Até que, em uma de suas reportagens, foi investigar uma fábrica de armas atômicas (ou qualquer coisa assim), e visualizou o reflexo da palavra “atomic”, que para seus olhos apareceu escrita ao contrário. Em epifania, lembrou-se da palavra chave para transformá-lo e gritou: KIMOTA! Tornando-se o MIRACLEMAN.  ​

 

Em 1985, a editora “Eclipse” seguiu publicando as revistas MIRACLEMAN, continuando a história de onde haviam parado e, novamente, com o roteiro de Alan Moore. Nessa fase, Moore é bastante sombrio com os personagens. O KID MIRACLEMAN, Johnny Bates, que se torna o grande vilão da história, sai do estado catatônico em que havia entrado após perder seus poderes e em sua forma natural de adolescente começa a sofrer abusos dos garotos mais velhos. Até que um deles o estupra, despertando o ódio em Johnny e fazendo-o retomar os seus poderes.

Alan Moore, antes de finalizar seu trabalho em MIRACLEMAN, deixou o herói com um status de deus na Terra, tomando decisões por todos e, controlando os problemas da raça humana.

Essa fase fica ainda mais clara com o lançamento da revista: MIRACLEMAN OLYMPUS, por Alan Moore e arte de John Totleben, um pouco antes da estreia da chama fase: “Três Eras”, idealizadas por Neil Gaiman.

 

 

A fase Neil Gaiman e as Três Eras: Ouro, Prata e Escura

 

Neil Gaiman (autor de Watchmen), planejou lançar três livros que seriam divididos em seis revistas. Cada livro trataria de uma Era: Era de Ouro; Era de Prata e a Era Escura.

A Era de Ouro chegou a ser publicada até a edição #24, contando, resumidamente, a história do povo ganhando poderes graças a uma raça alienígena e confrontando o MIRACLEMAN.

Gaiman apresenta personagens novos e ressuscita Dick Dauntless, o JOVEM MIRACLEMAN que havia sido morto durante a fase Alan Moore.

A edição 25 ficou pronta, no entanto, como a editora quebrou, não chegou a ser publicada.

Se não fosse a falência da editora, o arco seguiria da seguinte forma: a Era de prata contaria o retorno do JOVEM MIRACLEMAN e a Era Escura apresentaria a volta de Johnny Bates, o KID MIRACLEMAN, como vilão da história.

A recente publicação de MIRACLEMAN ANUAL

Em maio de 2016 chegou às bancas do Brasil, pela Panini, a história MIRACLEMAN ANUAL, escrita na década de 1980 para a revista Warrior, por Grant Morrison.

Para que isso acontecesse, foram anos de negociação entre o escritor e a Marvel.

Finalmente, a publicação​ traz a obra de Grant e os traços de ninguém menos que Joe Quesada.

 

Para os fãs de MIRACLEMAN, o herói pode ser encontrado em algumas bancas de jornais e lojas especializadas. Há também um arco recente, publicado em 2017 e, a edição ANUAL.

 

Obrigado pela leitura.

Um abraço.