Cinema | Crítica de Deadpool 2 (sem spoilers)



 Deadpool 2 nos trás uma premissa no mínimo interessante e muito bem ajustada ás características do herói(ou anti-herói). Os vilões tiram algo do interesse de Wade Wilson,(Ryan Reynolds) e então isso origina a sua saga, na qual acaba esbarrando com o objetivo do personagem Cable – Nathan Summers, interpretado pelo ator Josh Brolin. Vemos também toda a galera do primeiro filme que sempre faz parte da trama e das piadas, como; o taxista Dopinder (Karan Soni) e o melhor amigo de Wade, Weasel (T.J. MIller).

Como falado antes, tudo parece bem ajustado no universo maluco que é a vida de Deadpool, pois é isso que é explorado nos dois filmes. Entretanto, se você, espectador, tem a esperança que aquele seu X-MEN favorito vai ser levado a sério, isso pode te desanimar. Pois no mundo de Deadpool, as regras se aplicam a ele, ou seja, talvez alguns personagens que nunca tiveram essa veia mais cômica, podem ficar meio distorcidos ou abobados, diante a grande insanidade que o filme acarreta.

A direção do filme aparenta bem criativa para o público, sem vícios criativos há sempre uma bela e nova solução para uma cena nunca antes pensada, ainda mais nas cenas de luta, onde têm muita violência e sangue(a censura avisou). Ryan Reynolds parece estar mais de cabeça ainda no projeto e livre como nunca. Há entrosamento entre cenário, personagens se digladiando, uma loucura total, e boa. O CGI aparenta meio estranho algumas horas, mas tudo se encaixa no estilo cartoonizado que o filme tem.

O personagem Cable que foi por muitos citado como vilão antes do filme (?) aparece num momento pontual, para quem lê quadrinhos, você consegue captar a essência dele, mas não a profundidade, ele aparenta muito distante e realmente o que acontece é que ele é pouco explorado.

Além da originalidade e como Deadpool é muito bem baseado e adaptado, um ponto a se destacar é: o filme te surpreende o tempo todo, tanto quanto piadas que você se pergunta quais os limites do humor do filme, e isso que é mágico, eles parecem não existir. Deadpool 2 não tem medo de arriscar(vamos deixar o Baby Hitler de lado de fora deste argumento). Um momento muito marcante do filme é a aparição do grupo X-Force, há muitas surpresas aqui e só isso que vai ser dito aqui, simplesmente genial.

O maior desafio do filme é balancear as cenas de drama como toda a piada e comédia por todos os lados que tem, Um outro desafio é atingir que o público se divirta o tempo todo, pois existem referência de cultura pop desde os anos 80 até hoje, ou seja: música, games, quadrinhos, filmes… tudo que puder imaginar, Deadpool já pensou na piada sobre.