A volta dos Looney Tunes: O raio ressuscitador atinge a Warner



No início da semana, a Warner Bros. Animation anunciou que foi atingido pelo raio ressuscitador – não com essas palavras, claro – e que está encomendando novos curtas animados dos Looney Tunes! Isso mesmo: teremos de volta a fina ironia de Pernalonga, a irritação de Patolino e a ga-ga-gagueira do – adivinhem? – Gaguinho! A partir de 2019, serão episódios de até seis minutos totalizando mil minutos por temporada, através das plataformas digitais e móveis, bem como a televisão.

Dizem que em time que está ganhando não se mexe. Em especial, quando se ama DEMAIS o time e qualquer mudança na escalação é motivo para um cataclismo.

Não, não estou falando de Copa do Mundo. Embora a torcida em questão também seja intensa…

Quem não se lembra de uma certa torcida saudosista em pânico com o anúncio do Cartoon Network sobre a nova série dos ThunderCats? A estética e a temática cômica de ThunderCats Roar pegaram todos de surpresa, e não pouparam os mais diversos comentários sobre a adaptação.

Esse “raio ressuscitador” já atingiu o mercado cinematográfico há tempos – o site IMDB (link: https://www.imdb.com/list/ls021096065/) lista até o momento 46 produções de sequências, reboots e remakes só para este ano. As séries são um formato que recebe sua atenção, tendo em vista as estreias inesperadas de Magnum, P.I. e Cagney & Lacey para esse ano.

E raio segue para os desenhos que embalaram a infância de muita gente – clássicos como Corrida Maluca (2017 –), Duck Tales (2017 –) e Dragon Ball (2015 – 2018) estão na TV paga e nas plataformas de streaming. O raio ressuscitador nos trouxe muitas alegrias com continuações a altura, como Tartarugas Ninja (2012 – 2017); nos fez morrer do coração com reboots questionáveis como As Meninas Superpoderosas (2016 –). Até cria expectativas em nossos corações, depois dos anúncios de Cavaleiros do Zodíaco e Carmen Sandiego para o próximo ano.

Os desenhos contarão com os dubladores veteranos interagindo com os atuais, além da produção de Sam Register (de Os Jovens Titãs em Ação) e Peter Browngardt (Steven Universo), sinalizando que a ideia é mesmo alinhar o time clássico e o contemporâneo, sem grandes alterações drásticas, mantendo aquela essência gostosa que nos divertia nas manhãs do SBT.

Ver a Warner embarcando no feixe do raio ressuscitador mostra que está longe do fim a inclinação do mercado para reboots – que ora soam como caça-níqueis, ora são uma iniciativa bem-vinda. Nesse caso, soa como uma atitude sensacional, (re)apresentando essas pérolas da televisão para uma geração mais íntima do Youtube e da Netflix.

Isso é tudo, pessoal!